Bacharelado

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O Bacharelado possui vinte e seis cursos que oferecem a possibilidade de aprimoramento técnico e de aprofundamento teórico, conferindo aos formandos o título de Bacharel do curso escolhido.

Os cursos de bacharelado em Instrumentos, Canto e Regências visam formar músicos profissionais com uma sólida formação artística, humanística e científica em Práticas Interpretativas, e o curso de bacharelado em Composição visa potencializar as capacidades musicais, críticas e criativas, para que possam desenvolver as condições necessárias à releitura de obras musicais compostas ou para gênese de obras musicais originais.

Cursos oferecidos no Bacharelado:

  • CANTO 
  • COMPOSIÇÃO 
  • Instrumentos de cordas dedilhadas: BANDOLIM, CAVAQUINHO, HARPA e VIOLÃO.
  • Instrumentos de cordas friccionadas:CONTRABAIXO, VIOLA, VIOLINO e VIOLONCELO.
  • Instrumentos de Sopro/Madeiras: CLARINETA, FAGOTE, FLAUTA, OBOÉ e SAXOFONE. 
  • Instrumentos de Sopro/Metais: TROMBONE, TROMPA, TROMPETE e TUBA. 
  • Instrumentos de Teclado: CRAVO, PIANO e ÓRGÃO. 
  • Instrumentos de Percussão: PERCUSSÃO 
  • Regências:   REGÊNCIA CORAL, REGÊNCIA DE BANDA e REGÊNCIA ORQUESTRAL.

Projeto Pedagógico

O projeto pedagógico é o documento que, atendendo as exigências do sistema nacional de educação, explicita as diretrizes pedagógicas e os fundamentos teórico-metodológicos dos cursos, sua organização, seus objetivos e suas formas de avaliação. É também através do projeto pedagógico que a instituição expressa sua prática pedagógica, indica o perfil de seus cursos àqueles que desejam nela ingressar, aponta o rumo de suas ações e operacionaliza seu planejamento educacional. O atual projeto pedagógico do curso de bacharelado da Escola de Música da UFRJ foi elaborado no contexto da ampla reforma curricular finalizada no ano de 2008.

Atividades Acadêmico-Científico-Culturais

Resolução da Congregação nº 01/2009 (Fixa normas para implantação e funcionamento das Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (RCS/ACC) e das Atividades Curriculares de Extensão (RCS/EXT) como Requisitos Curriculares Suplementares no âmbito dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Música da Escola de Música da UFRJ.

Habilitações

O curso de bacharelado em música apresenta 25 habilitações em quatro diferentes áreas: instrumento, canto, composição e regência. O maior número de habilitações está concentrado na área de instrumentos reunindo as habilitações em piano, cravo, órgão, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, harpa, percussão, flauta, oboé, clarineta, fagote, trompa, trompete, trombone, tuba, saxofone, violão e bandolim. Na área da regência temos três diferentes especialidades: regência coral, regência orquestral e regência de banda. Por fim temos aquelas em canto e composição que completam a maior oferta de habilitações em música de uma universidade pública brasileira. Ao final do curso, após o processo de colação de grau o aluno recebe um diploma de Bacharel em Música. A habilitação é apostilada no verso do diploma, onde é informada a sua especialidade.

Veja abaixo a grade curricular de cada uma das 26 habilitações do curso de bacharelado em música.

Instrumento de Orquestra 

(Flauta, Oboé, Clarineta, Fagote, Trompa, Trompete, Trombone, Tuba, Harpa, Percussão, Violino, Viola, Violoncelo e Contrabaixo)

Durante a última reforma curricular, concluída em 2008, a grade curricular dos instrumentos de orquestra foi padronizada de modo a proporcionar ao futuro músico uma formação sólida e consistente em seu instrumento, com ênfase nas práticas de conjunto, especialmente música de câmara e prática de orquestra. As disciplinas complementares foram reunidas em grupos específicos (Grupo História, Grupo Harmonia, Grupo Análise, etc). O aluno é obrigado a cumprir uma carga horária mínima em cada grupo e escolhe qual disciplina cursar a partir da lista oferecida em cada grupo. O núcleo comum é formado pelas disciplinas obrigatórias. O tempo de integralização é de quatro anos com uma carga horária total mínima de 2.640 horas. Fazem parte do grupo de instrumentos de orquestra as habilitações em flauta, oboé, clarineta, fagote, trompa, trompete, trombone, tuba, harpa, percussão, violino, viola, violoncelo e contrabaixo

Órgão

A habilitação em órgão foi criada em 1892, durante a gestão de Leopoldo Miguez, após a compra de dois órgãos da marca Sauer, um de concerto e outro de estudo. O primeiro professor foi Alberto Nepomuceno, sucedido por, entre outros, Antônio Silva, Mário Gazanego e Gertrud Mersiovsky. O curso tem duração de quatro anos com um total de 2400 horas. O aluno de órgão da Escola de Música tem à sua disposição três instrumentos: o Sauer de estudo, em pleno funcionamento na Sala Henrique Oswald, o órgão Tamburini de 1954 e o órgão digital Rogers, adquirido em 2008.

Cravo

O curso de cravo foi a última habilitação em instrumentos de teclado a ser criada na Escola de Música. Originou-se na disciplina Prática de Baixo Contínuo, instituída pelo Departamento de Composição. Posteriormente foi criada a disciplina Cravo B, como instrumento complementar e, por fim, durante a reforma curricular iniciada em 2000, foi criada a habilitação. O curso dura quatro anos com 2.400 horas. Os alunos contam com dois instrumentos da manufatura de William Takahashi. O cravo está presente também no programa de pós-graduação e a ele é dedicada a Semana do Cravo.

Composição

O curso de composição é representado em suas melhores realizações por alguns dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos que foram seus alunos e professores, desde os tempos do Conservatório de Música até os dias atuais. Muitas obras importantes ou que marcaram época na música brasileira foram aqui compostas e estreadas nas salas de concertos da Escola de Música. O espaço privilegiado para o compositor e o aluno de composição é o Panorama da Música Brasileira Atual que, a cada dois anos, apresenta um variado painel da produção brasileira contemporânea. O Panorama é realizado há mais de trinta anos e é reconhecido como uma das três mais importantes mostras de música contemporânea do Brasil, junto com a Bienal e o Festival Música Nova de Santos. O curso tem uma carga total de 2.820 horas para ser realizado em cinco anos.

Violão

A habilitação em Violão no curso de bacharelado da Escola de Música foi criada em 1980 e vem a ser a primeira em nível superior do Brasil. Seu primeiro professor foi Turíbio Santos a quem se juntou, posteriormente Leo Soares. Hoje o curso já conta com sete professores e é a habilitação mais procurada entre as 25 oferecidas pela Escola de Música. Foram 52 inscritos no Vestibular 2010, gerando uma relação de 6,5 candidatos por vaga. O violão está presente também no curso de Licenciatura, através da Oficina de Violão e como instrumento complementar., na Pós-Graduação e nos cursos Básico e Intermediário. No bacharelado o aluno aborda os diferentes gêneros eruditos e populares de todas as épocas, o repertório tradicional solo, de câmara e com orquestra, além de poder participar de projetos de extensão como o "Violões da UFRJ", coordenado pelo professor Bartholomeu Wiese.

Bandolim

A habilitação em Bandolim foi criada em 2008 e vem a ser a primeira do gênero em escola de nível superior no Brasil. O curso foi formatado de modo a proporcionar ao aluno uma formação a mais completa possível, abordando desde a música de concerto até a música popular, com especial destaque para o repertório do barroco italiano e o choro, transcrições e obras originais contemporâneas. O curso possui carga horária de 2400 horas em quatro anos de duração.

Cavaquinho

A proposta de criação da habilitação Cavaquinho do curso de Bacharelado em Música foi aprovada pelo CEG em 08/06/2011. As atividades complementares previstas na legislação serão cumpridas, obrigatoriamente, pelo Registro Curricular Suplementar MUA X04 – Atividades Cientifico Culturais de Extensão – Cavaquinho com a duração de 480 horas / créditos. A carga horária deste RCS poderá ser completada com Atividade Acadêmica de Livre Escolha (proc. 050766/2008-01).

Canto

É uma das mais antigas habilitações da EM. Já estava presente por ocasião da fundação do Conservatório de Música em 1848 através das disciplinas "Rudimentos e canto para o sexo feminino" e "Rudimentos e canto para o sexo masculino". O curso de canto possui uma carga horária de 2.550 horas em quatro anos. No curso os alunos desenvolvem um repertório eclético que vai da ópera a canção de câmara, passando pelos musicais e música contemporânea. Ao longo do ano os alunos têm diversas oportunidades para atuarem como solistas. O projeto "Ópera na UFRJ" apresenta uma temporada regular com uma média de quatro títulos anuais onde os alunos são escolhidos através de audição e podem desenvolver seus talentos musicais e dramáticos em óperas de diferentes estilos, épocas e autores. Há ainda a oportunidade de solos em obras corais apresentadas pela a Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ).

Saxofone

A habilitação em saxofone foi criada nos anos noventa e caracteriza-se por seu ecletismo, com os alunos transitando pela música de concerto e a música popular, especialmente o jazz. O curso desenvolve-se em quatro anos com 2.400 horas. Os alunos de saxofone atuam nos grupos instrumentais da Escola de Música, especialmente a Orquestra de Sopros e a UFRJazz Ensemble onde os naipes contemplam os diferentes instrumentos da família, desde o soprano até o barítono. O saxofone, por seu apelo popular e atuação eclética,é um dos instrumentos mais procurados pelos candidatos no vestibular.

Regência Coral

O curso de Graduação em Regência foi criado por ocasião da reforma curricular de 1931. Voltado basicamente para a direção de conjuntos instrumentais teve como primeiro professor o maestro Walter Burle-Marx, tendo sido sucedido, a partir de 1939, por outros eminentes maestros como Francisco Mignone, Eleazar de Carvalho e Roberto Duarte. A partir da reforma curricular iniciada em 2001 e finalizada em 2008 o curso de regência foi desmembrado para atender a demandas específicas de formação na área. Foram criadas então três diferentes habilitações: Regência Orquestral, Regência Coral e Regência de Banda. Atualmente a habilitação em Regência Coral está sob a responsabilidade dos professores Maria José Chevitarese, Sérgio Pires e Valéria Matos. O aluno de regência coral desenvolve seu curso a partir de aulas teórico-práticas, em sala de aula e junto aos conjuntos corais da Escola de Música.

Regencia de Orquestra

O curso de Graduação em Regência foi criado por ocasião da reforma curricular de 1931. Voltado basicamente para a direção de conjuntos instrumentais teve como primeiro professor o maestro Walter Burle-Marx, tendo sido sucedido, a partir de 1939, por outros eminentes maestros como Francisco Mignone, Eleazar de Carvalho e Roberto Duarte. A partir da reforma curricular iniciada em 2001 e finalizada em 2008 o curso de regência foi desmembrado para atender a demandas específicas de formação na área. Foram criadas então três diferentes habilitações: Regência Orquestral, Regência Coral e Regência de Banda. Atualmente a habilitação em Regência Orquestral está sob a responsabilidade dos professores Ernani Aguiar e André Cardoso. O aluno de regência orquestral desenvolve seu curso a partir de aulas teórico-práticas, em sala de aula e junto a Orquestra Sinfônica da UFRJ.

Regência de Banda

O curso de Graduação em Regência foi criado por ocasião da reforma curricular de 1931. Voltado basicamente para a direção de conjuntos instrumentais teve como primeiro professor o maestro Walter Burle-Marx, tendo sido sucedido, a partir de 1939, por outros eminentes maestros como Francisco Mignone, Eleazar de Carvalho e Roberto Duarte. A partir da reforma curricular iniciada em 2001 e finalizada em 2008 o curso de regência foi desmembrado para atender a demandas específicas de formação na área. Foram criadas então três diferentes habilitações: Regência Orquestral, Regência Coral e Regência de Banda. O aluno de regência de banda desenvolve seu curso a partir de aulas teórico-práticas, em sala de aula e junto a Orquestra de Sopros da UFRJ.

Piano

O piano está presente entre os cursos da Escola de Música desde o século XIX, ainda nos tempos do Conservatório de Música. Durante todos esses anos grandes professores ocuparam a cátedra do instrumento como Henrique Oswald, Barrozo Neto, Arnaldo Estrella, Elzira Amábile, Arnaldo Rebello, Esther Naiberger, Heitor Alimonda e Mirian Dauelsberg. Alguns dos mais destacados pianistas brasileiros da atualidade foram formados pela Escola de Música como Arnaldo Cohen, Jose Feghali, Eduardo Monteiro, Clélia Iruzum e Sérgio Monteiro. O curso está atualmente previsto para ser integralizado em quatro anos, com um total de 2400 horas.