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Início Escola de Música na Imprensa Superação por amor à música
Superação por amor à música PDF Imprimir E-mail
Veículo: O Globo Ilha   
Sáb, 04 de Setembro de 2010

Leia aqui matéria publicado em O Globo, Ilha, sobre aluno da EM, que superou sérios problemas com ajuda da música.

 

oglobo-2010-09-05

Superação por amor à música

 

Saulo Pereira, cego e com autismo, faz aulas de piano, de canto e integral o coral da Escola de Música da UFRJ.

 
Patrícia de Paula
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Limite é uma palavra que Saulo Laucas Pereira desafia desde que nasceu, há 26 anos. Nos primeiros dias de vida a família descobriu que o menino era cego e, dois anos e meio depois, os médicos identificaram nele um autismo. Foi a música, aliada ao infinito amor da família e à incansável dedicação da sua mãe que mudaram o caminho de Saulo.


- Ele foi o sexto de dez filhos, e a primeira coisa que pensamos quando descobrimos que Saulo era cego foi "e agora"? . O lema de nossa família um por todos e todos por um, mas, nesse momento, nós nos fortalecemos e nos unimos ainda mais, sempre dando muito carinho a ele conta a mãe de Saulo, Vanessa Laucas Pereira, de 60 anos.


E lembra que quando criança Saulo era hiperativo e só se tranquilizava quando ouvia música.


– Aos 10 meses, Saulo passou a ser estimulado por música clássica como parte do tratamento pediátrico. Era a única maneira de mantê-lo calmo e sem chorar. Eu passei a falar cantando com ele – diz dona Vanessa, lembrando que sentia que alguma coisa ainda estava errada. – Só quem é mãe entende. Ficava curiosa em saber como penetrar na vida dele, que parecia impenetrável. Tempos depois descobrimos o autismo. O desenvolvimento mental do menino foi todo feito por condicionamento. Ele era como um bichinho que teve de aprender de uma forma diferente.


Aos 7 anos, Saulo ganhou um pianinho de criança. A dedicação ao novo brinquedo animou a família a contratar um professor de piano e de canto para lhe dar aulas particulares. Logo, o menino estava executando clássicos da música. Outra surpresa estava por vir quando o professor afirmou que, além de ser um gênio do piano, o garoto era dez vezes mais gênio no canto.


– Há cinco anos, Saulo canta ópera, numa aprendizagem constante. Ele vai se aprimorando cada vez mais. O vocabulário desenvolveu e ele interage melhor. Não tem mais resquício do bebê que precisou daquele trabalho tão intenso para se desenvolver. A música e aprender são as grandes paixões dele – diz dona Vanessa, enquanto ajeita a blusa do filho. E entrega: – Ele é vaidoso, gosta de estar bem bonito.


Sem jeito, Saulo desconversa e conta que, além da música, gosta de ouvir televisão, rádio e de mexer no computador. E quando o assunto são seus compositores preferidos, tem na ponta da língua.
– Gosto mais de Chopin e de Beethoven – afirma o músico, que já tem apresentações marcadas até o final deste ano, sento a próxima na quinta, dia 9, para um evento do governo do estado.
Saulo faz aula de pino, de canto e participa do coral da Escola de Música da UFRJ. Para o futuro, ele mostra a segurança de quem sabe bem o que quer.
– Vou prestar vestibular para música no ano que vem – garante ele.


Emocionada, dona Vanessa diz que o filho é um exemplo de potencial desenvolvido.


– Saulo vive me surpreendendo. Meu filho é um milagre de Deus, é a prova de que todos podem, independente do que sejam. Até na visão, que não tem, ela enxerga melhor do que a gente, além de ter uma memória prodigiosa. Ele é um exemplo de potencial descoberto – declara a mãe, orgulhosa.

 

Legenda


Saulo ao piano e com a mãe, que o elogia: "Ele é um exemplo de potencial descoberto".

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