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Salve, Pixinguinha! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Francisco Conte   
Qua, 02 de Agosto de 2017 10:59

Henrique Cazes, professor de cavaquinho, não esconde sua admiração por Pixinguinha, um dos homenageados no 169o aniversário da Escola de Música (EM). Ele coordena, com Suely Franco, as rodas de choro que acontecem na hora do almoço no hall de entrada do Prédio Principal e que prometem um toque especial às festividades.

 

  Foto: Reprodução
 
  Cazes, admiração pela obra e trajetória de Pixinguinha.
- Pixinguinha estava, afirma, no lugar certo, na hora certa, com o talento na medida e com o conhecimento e a experiência musical que fizeram dele um artista completo. Instrumentista virtuose, mestre do improviso, que o usava como recurso para a fluência e não como um fim, como exibição. Compositor de verve inesgotável, original até nas recriações dos próprios clichês. Arranjador pioneiro, deu forma a gêneros como a marchinha carnavalesca. Enfim, pilar central de nossa musica popular.

A EM, na época Instituto Nacional de Música (INC), foi a única escola formal de Pixinguinha, lembra o professor. Estudou com Paulo Silva e foi colega de Eleazar de Carvalho. Só isso, acredita, já justificaria a celebração dos seus 120 anos de nascimento.

- Acredito que a crescente inserção do choro, e da música popular em geral, no ambiente acadêmico é muito positivo. Um terreno em que a EM tem se destacado recentemente.

  Arquivo EM/UFRJ
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Ficha de inscrição de Pixinguinha no Instituto Nacional de Música
Pixinguinha, ao misturar Nazareth, Chiquinha Gonzaga e a tradição do choro com ritmos africanos, estilos europeus e não europeus, foi um dos criadores do que reconhecemos como música brasileira.

- Ele deu passos importantes e antes dos demais. Radamés Gnattali contava que quando veio morar definitivamente no Rio, no final da década de 1920, ia no fim do dia ouvir o conjunto de Pixinguinha no Assyrius para aprender como se faz música popular. Desde a adolescência, no conjunto Choro Carioca, dirigido por ser professor Irineu de Almeida, Pixinguinha estava à frente, no improviso, na composição. O fato de ter frequentado as casas das Tias Baianas da Praça Onze facilitou a construção de seu estilo como arranjador, assim como o laboratório de instrumentação que fez ao passar pelo teatro de variedades entre 1923 e 1928. Ele tinha intimidade com os vários ingredientes da mistura: choro, samba, música religiosa afro-brasileira, música ligeira. Por isso a mistura ficava mais saborosa.

Para Cazes, mesmo admiradores do compositor têm dificuldade em vê-lo como um criador completo e sofisticado. Em geral destacam seu lado espontâneo, intuitivo e deixam em segundo plano o caráter sofisticado e elaborado de sua produção. O preconceito ajuda a explicar essa subestimação.

- Quando tinha vinte anos, comenta, li um depoimento do Guerra-Peixe que afirmava: Pixinguinha deve ser o ponto de partida para todo arranjador brasileiro. Parti então em busca de aprender o jeito dele escrever música e algo me chamou a atenção: até íntimos de Pixinguinha, como o produtor e letrista Hermínio Bello de Carvalho, não o percebiam como um estruturador, apenas como espontâneo. Fãs do compositor, como Vinicius de Moraes e Lucio Rangel, também não conseguiram ver naquele homem negro um ser de inteligência superior, mas apenas o "santo", reproduzindo dessa forma o mito do artista puro. Sempre digo que o preconceito é uma cebola, e tem muitas camadas. Ao homenagear Pixinguinha em sua totalidade de artista vamos derrubando preconceitos e nos aproximando da grandeza do seu gênio. Salve Pixinguinha!

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Última atualização em Ter, 08 de Agosto de 2017 13:51
 
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