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Início Concertos UFRJ Concertos UFRJ: Réquiem de Verdi
Concertos UFRJ: Réquiem de Verdi PDF Imprimir E-mail
Escrito por SeTCOM   
Ter, 26 de Novembro de 2013 22:10

Concertos UFRJ continuam, esta semana, destacando a obra de Giuseppe Verdi, cujo bicentenário de nascimento se comemora em 2013. Autor essencialmente de óperas (abordadas na edição passada),  o compositor italiano nos deixou também uma expressiva, ainda que pouco numerosa, produção sacra. Destas peças o programa abordou o seu famoso Réquiem, escrito em 1874 para homenagear o escritor e humanista Alessandro Manzoni, falecido no ano anterior e autor de I promessi sposi (Os noivos), o mais famoso romance italiano do século XIX. Verdi tinha especial admiração Manzoni e considerava que ele havia escrito "não apenas o maior livro de nossa época, mas um dos maiores livros que jamais brotaram da mente humana".

 

   
 
podcast

Ouça aqui o programa: 

 
 
Toda segunda-feira, às 22h, tem "Concertos UFRJ" na Roquette Pinto FM. Sintonize 94,1 ou acompanhe pela internet!
Programas anteriores podem ser encontrados na seção Concertos UFRJ.
   

História

 

O Réquim de Verdi tem sua própria história que remonta à morte, em 1868, de Gioachino Rossini. Quando soube dela, Verdi sugeriu a diversos compositores italianos compor em conjunto um Réquiem em homenagem ao mestre, e começou a empreitada com uma versão do "Libera me". No ano seguinte uma Messa per Rossini foi compilada por treze compositores (dos quais Verdi é hoje o único conhecido). A estreia foi marcada para a data do primeiro aniversário do falecimento de Rossini.

 

No entanto, nove dias antes, o comitê organizador abandonou o projeto. Verdi culpou a falta de entusiasmo do maestro escalado, Angelo Mariani, pelo fracasso, o que pôs fim a uma longa amizade. A obra caiu no esquecimento até 1988, quando o regente alemão Helmuth Rilling apresentou uma versão completa da Messai em Stuttgart.

 

Com a morte, em maio de 1873, de Alessandro Manzoni, Verdi decidiu finalizar um réquiem em sua homenagem - desta vez sozinho. Viajou para Paris em junho, onde começou a trabalhar na obra, dando-lhe a forma que apresenta atualmente, incluindo uma versão daquele "Libera me" composto originalmente para Rossini. O Réquiem de Verdi foi executado pela primeira vez em 22 de maio do ano seguinte, na Igreja de São Marcos, em Milão, no primeiro aniversário da morte de Manzoni.

 

O próprio Verdi regeu a obra, e os quatro solistas foram Teresa Stolz (soprano), Maria Waldmann (mezzo-soprano), Giuseppe Coppini (tenor) e Ormando Maini (baixo). Todos tinham participado dois anos antes da estreia europeia de Aída, para a qual Coppini também havia sido escalado, embora tenha sido substituído por motivos de saúde. Com um coro de 120 cantores e uma orquestra de 150 instrumentistas, escolhidos entre os principais teatros de ópera italianos, a apresentação foi um sucesso. A tal ponto que o compositor teve que reger, três dias depois, uma nova récita no La Scala.

 

Recepção

  Foto: Reprodução
  alessandromanzoni
  Retrato de Alessandro Manzoni pintado por Francesco Hayez em 1841.


A Missa de Réquiem (em italiano, Messa da Requiem) de Giuseppe Verdi foi escrita para grande orquestra, quatro solistas (soprano, mezzo-soprano, tenor e baixo) e coro duplo. 

 

Verdi, que manteve sua posição anticlerical até o fim da vida, produziu uma Missa agnóstica, dramática e popular que foi recebida pelas plateias mais como uma experiência musical do que religiosa.

 

O Réquiem conquistou sucesso imediato em diversos lugares onde foi apresentado, embora críticos tenham censurado o uso de recursos operísticos em uma peça religiosa. Com o tempo a obra desapareceu do repertório padrão coral, tendo sido "redescoberta" na década de 1930, tornando-se um clássico do gênero.

 

Ao longo de toda a obra Verdi utiliza ritmos vigorosos, melodias sublimes e contrastes dramáticos que exprimem as poderosas emoções suscitadas pelo texto. O terrível (e instantaneamente reconhecível) "Dies Irae", que introduz a tradicional sequência do rito fúnebre latino, é repetida ao longo da missa conferindo a ela um sentido de unidade.

 

Os trompetes, que são posicionados em torno do palco para produzir um chamado inescapável ao Juízo Final, no "Tuba mirum", e a combinação resultante das marcações de quádruplo fortíssimo nos metais e no coro resultam em uma enorme massa sonora. O célebre solo para tenor, "Ingemisco", exprime a esperança para o pecador que se arrepende, e a bela "Lacrimosa" foi composta por Verdi a partir de um dueto do quarto ato de sua ópera Don Carlos.

 

O alegre "Sanctus" (uma complicada fuga em oito partes para um coro duplo) se inicia com uma fanfarra de metais que anuncia "aquele que vem em nome do Senhor", e conduz o ouvinte a um "Agnus Dei" angelical, cantado pelas vozes femininas e pelo coro. Finalmente, o "Libera me," o trecho mais antigo do Réquiem, irrompe, com o soprano cantando "Livrai-me, Senhor, da morte eterna".

 

Interpretação

 

A gravação veiculada foi a de 1953 com a RIAS-Symphonie-Orchester Berlin sob a batuta de Ferenc Fricsay. O coro reúne a St. Hedwigs-Kathedrale e a RIAS-Kammerchor, os solistas são Maria Stader (soprano), Helmut Krebs (tenor), Marianna Radev (mezzo-soprano) e Kim Borg (baixo).

***

 

O programa radiofônico Concertos UFRJ, resultado de um convênio da UFRJ com a Roquette Pinto, vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na sintonia 94.1 FM. Apresentado por André Cardoso, regente titular da OSUFRJ, as edições podem ser acompanhadas on line ou por meio do podcast (áudio sob demanda) da Roquette Pinto (FM 94,1).

 

Contatos através do endereço eletrônico: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

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Última atualização em Ter, 04 de Fevereiro de 2014 08:46
 
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