Trio UFRJ

Trio UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Grande abrangência de repertório e atuação...

Reconhecendo afinidades de concepções musicais e técnicas,…

More...
Coro Sinfônico da UFRJ

Coro Sinfônico da UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Repertório dedicado às grandes obras corais sinfônicas de todos os tempos...

Coro Sinfônico da UFRJ é…

More...
Série Talentos UFRJ

Série Talentos UFRJ

Institucional >> Séries Temáticas

Divulgando a pluralidade da produção artística da Escola de Música

Foi criada em…

More...
Biblioteca Alberto Nepomuceno

Biblioteca Alberto Nepomuceno

Institucional >> Biblioteca

Capítulo importante da música no País

A história da Biblioteca Alberto Nepomuceno é, com certeza, capítulo importante da própria história da música no Brasil. Francisco Manuel da…

More...
Brasil Ensemble - UFRJ

Brasil Ensemble - UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Mais de uma década se apresentando em importantes salas de concertos...

Criado em outubro de 1999, o conjunto vocal Brasil…

More...
Violões da UFRJ

Violões da UFRJ

Institucional >> Conjunto Estáveis

Repertório dedicado ao violão brasieliro...

Formado em 2003 a partir…

More...
Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2010 JoomlaWorks, a business unit of Nuevvo Webware Ltd.
Início A Escola Galeria de Ex-Diretores
Galeria de ex-diretores PDF Imprimir E-mail

Nesta página você conhecerá um pouco da biografia de cada um dos diretores da Escola de Música desde sua fundação em 1848. Durante o Império foram quatro diretores, sendo que apenas o primeiro, Francisco Manoel da Silva, foi músico de destaque. Seus sucessores, Thomas Gomes dos Santos, Antonio Nicolau Tolentino e Ernesto Gomes Maia, foram os diretores da Imperial Academia de Belas Artes, da qual o Conservatório de Música passou a fazer parte a partir de 1855. Com a República o Conservatório deu lugar ao Instituto Nacional de Música, que tornou-se um organismo de instrução musical superior independente e subordinado diretamento ao Ministério da Justiça e Negócios Interiores.

 

A partir de então apenas músicos ocuparam o posto de diretor. O primeiro deles foi Leopoldo Miguez. Posteriormente o INM incorporou-se ao sistema universitário na pioneira Universidade do Rio de Janerio. Em seguida transformou-se na Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil, atual Escola de Música da UFRJ. O mandato mais longo foi o de Joanídia Sodré, diretora por vinte anos. O mandato mais curto foi o de Maria Célia Machado, pouco mais de cinco meses como diretora pró-tempore, seguido de Luciano Gallet, com apenas dez meses. O único diretor em dois diferentes períodos foi Alberto Nepomuceno, com mandatos entre 1902 e 1903 e de 1906 a 1916. Foram até os dias de hoje 26 diretores, em sua maioria compositores e pianistas.

 

 

Francisco Manoel da SILVA (gestão 1848-1865)

 

franciscomanoeldasilvaNasceu no Rio de Janeiro em 21 de fevereiro de 1795. Foi aluno do curso gratuito mantido pelo Padre José Maurício Nunes Garcia e com o qual atuou como menino-cantor no coro da Capela Real a partir de 1809. Com a chegada ao Rio de Janeiro do músico Sigismund Neukomm em 1817 torna-se seu aluno. Em 1823 assumiu o posto de timbaleiro (timpanista) e dois anos depois o de violoncelista na orquestra da Capela Imperial. É autor do Hino ao 7 de Abril, composto em 1831 em comemoração à abdicação de D. Pedro I, que se transformou no Hino Nacional Brasileiro. Foi uma importante liderança junto aos músicos profissionais do Rio de Janeiro na primeira metade do século XIX. Em 1833 fundou a Sociedade Musical de Beneficência, da qual foi eleito presidente. Em 1841 assinou o documento entregue ao Imperador solicitando autorização para a criação de um Conservatório de Música na capital do Império. No mesmo ano foi nomeado compositor da Imperial Câmara. Em 1842 assumiu o posto de mestre da Capela Imperial e reorganizou a orquestra. Em 1848, com a definitiva instalação do Conservatório, assumiu sua direção, cargo que exerceu até 1865. Foi ainda membro do conselho artístico da Academia de Música e Ópera Nacional e regente da orquestra da Sociedade Filarmônica. Recebeu a condecoração da Ordem da Rosa, no grau de oficial. Deixou grande quantidade de obras sacras, além de hinos patrióticos, música de salão e algumas modinhas. Escreveu obras teóricas como os compêndios de música para os alunos do Imperial Colégio Pedro II (1838) e do Conservatório de Música (1848) e um Método de Solfejo (1848). Faleceu em 18 de dezembro de 1865.

 

Thomaz Gomes dos SANTOS (gestão 1866-1874)

 

thomasgomesNasceu no Rio de Janeiro em 17 de abril de 1803. Estudou na França, onde formou-se em Letras pela Academia de Paris e em medicina pela Academia de Montpellier. Em 1839 foi aceito como membro efetivo do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro. Foi responsável pelas cadeiras de clínica interna e higiene da Escola de Medicina do Rio de Janeiro, sobre a qual deixou as “Memórias Históricas” de 1855 e 1856. Foi também presidente do Imperial Instituto Médico Fluminense, em 1867, membro da Assembléia Provincial do Rio de Janeiro e diretor de Instrução Primária. Foi diretor da Academia Imperial de Belas Artes, da qual o Conservatório de Música fazia parte, nomeado em 23 de outubro de 1857, sucedendo a Manoel de Araújo Porto Alegre. Com a morte de Francisco Manoel da Silva acumulou também a direção do Conservatório. Foi ainda vice-presidente da Província do Rio de Janeiro durante a gestão do Presidente Antônio Nicolau Tolentino, assumindo a presidência interina entre 20 de junho e 26 de julho de 1858. Recebeu as comendas da Ordem da Rosa, do Hábito de Cristo e a Grã-Cruz da Ordem de São Estanislao da Russia. Segundo Sacramento Blake possuía “grande talento e vastíssima ilustração”. Faleceu em 09 de julho de 1874.

 

Fontes: 

BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1902, v.7, p. 289 e 290. 

GOUVÊA, Mária de Fátima Silva. O Império das Províncias: Rio de Janeiro, 1822-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

 

Antônio Nicolau TOLENTINO (gestão 1874-1888)

 

antonionicolautolentinoNasceu no dia 10 de setembro de 1810 em Niterói. Entrou para o serviço público entre 1824 e 1825 e ocupou diversos cargos. Foi escriturário da contadoria do Tesouro Nacional, inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro, diretor da Segunda Contadoria da Diretoria Geral de Contabilidade, comissário imperial na Junta de Crédito Público, membro da comissão fiscal do Banco do Brasil e da Caixa Econômica e Presidente da Província do Rio de Janeiro. Seu último cargo público foi o de diretor da Academia Imperial de Belas Artes, da qual fazia parte o Conservatório de Música. Foi nomeado em 14 de outubro de 1874 e exerceu o cargo até 17 de março de 1888, quando pediu demissão por motivo de saúde. Recebeu do Imperador D. Pedro II a comenda da Ordem da Rosa no grau de Grande Dignatário e da Ordem de Cristo no grau de Comendador. Faleceu em 03 de julho de 1888.

 

Fontes: 

BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1902, v.1, p. 272. 

CÂNDIDO, Antônio. Um funcionário da Monarquia: ensaio sobre o segundo escalão. Rio de Janeiro: Editora Ouro sobre Azul, 2002.

 

Ernesto Gomes Moreira MAIA (gestão 1888-1890)

 

Nasceu na cidade de Niterói. Foi professor do curso de ciências físicas e matemáticas da Escola Politécnica e professor de desenho geométrico da Academia de Belas Artes, da qual foi nomeado diretor em 09 de março de 1888. Foi capitão honorário do exército e membro do Conselho do Imperador. Recebeu a comenda da Ordem da Rosa no grau de oficial. Já no primeiro governo republicano, em 1890, foi nomeado para integrar uma comissão, junto com Rodolfo Amoedo (1857-1941) e Rodolfo Bernardelli (1852-1931), designada para elaborar as reformas acadêmicas que resultariam na criação da Escola Nacional de Belas Artes.

 

Fonte:

BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1902, v2, p. 200 e 201.

 

Leopoldo MIGUEZ (gestão 1890-1902)

 

leopoldomiguezNasceu em Niterói (RJ) em 1850. Foi para a Espanha com dois anos de idade, e aí permaneceu por cinco anos, quando mudou-se para o Porto, Portugal, onde estudou harmonia e composição com o violinista Nicolau Medina Ribas e com Giovanni Franchini. Retornou ao Brasil (1871), passando a trabalhar como guarda-livros na Casa Dantas, no Rio de Janeiro. Fundou em 1878 com o pianista Arthur Napoleão a firma Arthur Napoleão & Miguez, especializada em música e venda de instrumentos. Dez anos depois, abandonou a atividade comercial para se dedicar à música. Sob a proteção de Pedro II, viajou para a Europa (1882), recomendado a Ambroise Thomas, diretor do Conservatório de Paris. Retornou ao Brasil em 1884, fortemente influenciado pela música de Franz Liszt, Hector Berlioz e Richard Wagner. Foi um destacado regente de seu tempo tendo, entretanto, participado do episódio que, em 1886, deu início à carreira de Arturo Toscanini. Foi o ganhador do concurso público para a escolha do novo hino nacional, que acabou transformado no Hino à proclamação da República (1890). Foi membro da comissão que extinguiu o antigo Conservatório e criou o Instituto Nacional de Música, do qual foi seu primeiro diretor. Em 1895 viajou para a Europa para analisar os conservatórios europeus, quando adquiriu instrumental para a Orquestra Sinfônica do Instituto Nacional de Música, aparelhos para o gabinete de acústica, além de livros e partituras para a biblioteca. Sua ópera Pelo amor!, com libreto de Coelho Neto, foi encenada, no Cassino Fluminense (1897) e I Salduni, no Teatro Lírico (1901). Publicou Elementos da teoria musical e vários artigos na Gazeta Musical, do Rio de Janeiro, sob o título Teoria da formação das escalas cromáticas. Faleceu no Rio de Janeiro em 1902. Suas obras mais importantes são: a Sinfonia em si bemol (1882), os poemas sinfônicos Parisina (1888), Ave libertas! (1890) e Prometheus (1891), a Marcha elegíaca a Camões (1880), a Suite à l’antique (1893) e a Sonata para violino e piano.

 

Alberto NEPOMUCENO (gestão 1902-1903 e 1906-1916)

 

albertonepomucenoNasceu em Fortaleza (CE) no dia 6 de julho de 1864. Em 1872 foi para Recife estudar. Aos dezoito anos assumiu a direção dos concertos do Clube Carlos Gomes de Recife. Atuou também como violinista na estréia da ópera Leonor, de Euclides Fonseca, no Teatro Santa Isabel. De volta ao Ceará com a família, ligou-se aos defensores do movimento abolicionista, passando a colaborar em diversos jornais ligados à causa.. Devido às suas atividades políticas, seu pedido de custeio ao governo imperial para estudar na Europa foi indeferido. Em 1885 mudou-se para o Rio de Janeiro, dando continuidade aos seus estudos de piano. Em 1887 compôs a Dança de Negros, que mais tarde se tornou o Batuque, da Série Brasileira. Em 1888 foi para a Europa. Primeiro esteve em Roma. Em 1890 foi para Berlim, onde estudou composição. Em 1893 casou-se com a pianista norueguesa Walborg Bang, aluna de Edvard Grieg, o mais importante compositor norueguês da época e representante do nacionalismo romântico. Em 1894 foi para Paris aprimorar os estudos de órgão com Guilmant. Lá conheceu Saint-Saëns e Vicent D'Indy, entre outros. Voltou ao Brasil em 1895 já nomeado professor de órgão do INM. No ano seguinte  teve início sua atividade na Associação de Concertos Populares, que dirigiu por dez anos (1896-1906). Em 1903 assumiu a direção do Instituto Nacional de Música em substituição a Leopoldo Miguez mas demitiu-se um ano depois. Em 1906 voltou ao cargo permanecendo por dez anos. Em sua segunda gestão empreendeu uma série de modificações no Instituto e transferiu a sede da Rua da Lampadosa para a atual na Rua do Passeio, em 1913. Dirigiu concertos sinfônicos na Alemanha, França, Bélgica, Suíça e na Argentina. Em sua obra, não muito extensa, podemos destacar a Sinfonia em solm, a Suíte Brasileira, as Valsas Humoísticas para piano e orquestra, as óperas Abul e Artemis, um trio e três quartetos de cordas. A parte mais significativa está nas obras para piano solo e nas canções, muitas das quais com texto em português. Foi uma das mais importantes figuras da vida musical brasileira de seu tempo. Faleceu em 1920, aos 56 anos.

 

Henrique OSWALD (gestão 1903-1906)

 

ehnriqueoswadNasceu no Rio de Janeiro em 14 de abril de 1852. Em 1853 se transferiu para São Paulo onde a família estabeleceu um comércio de pianos. Entre seis e sete anos começou a estudar com Gabriel Giraudon, francês que se estabelecera na cidade. Com 16 anos partiu para a Europa, passando a residir na cidade de Florença onde ingressou no Instituto Moriani, estudando contraponto, harmonia e composição com os professores Maglioni e Grazzini e piano com Henry Ketten e Giuseppe Buonamici. A partir de 1879 passou a receber uma bolsa de estudos de 100 francos, concedida pelo Imperador Pedro II. Em 1896 viajou para o Brasil, acompanhado do violoncelista Cinganelli, para mostrar sua música. Daí em diante, passou a retornar ao Brasil regularmente para turnês.  Em maio de 1903, Henrique Oswald foi nomeado para o lugar de Diretor do Instituto Nacional de Música pelo Barão do Rio Branco. Permaneceu no cargo até 1906. Em 1909 tocou o seu Concerto para Piano e Orquestra no Instituto Nacional de Música, sob a regência de Alberto Nepomuceno, então diretor do Instituto. Após retornar a Florença, lá recebeu o convite formal para assumir como catedrático uma cadeira no Instituto Nacional de Música. Instalou-se então definitivamente no Brasil, não retornando nunca mais à Itália, tornando-se disputado professor. Sendo pianista, compôs especialmente para seu instrumento, embora tenha deixado produção importante em outros gêneros, como sinfonias, concertos para violino e piano, música de câmara como duos, trios, quartetos e quintetos, três óperas, música sacra e canções para voz e piano. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de junho de 1931.

 

Mais informações: http://www.oswald.com.br/

 

Abdon MILANEZ (gestão 1916-1923)

 

abdonmilanezAbdon Felinto Milanez nasceu no município de Areia, Paraíba, a 10 de agosto de 1858. Logo cedo se transferiu para o Rio de Janeiro, tendo cursado  Engenharia na Escola Politécnica, formando-se em 1880. Não fez estudos regulares de música, tendo iniciado tardiamente o estudo de piano. Em sua fase de estudante, compôs polcas e valsas, publicadas pela Casa Bevilacqua. Foi deputado provincial entre 1880 e 1881 e senador entre 1894 e 1902. Escrevia operetas e revistas representadas com sucesso nos teatros do Rio de Janeiro como: "Donzela Teodora", com libreto de Arthur Azevedo, "A loteria do amor", com libreto de Coelho Neto, "O bico do papagaio" e "A chave do inferno". Embora não possuísse formação tradicional como compositor, escreveu a ópera "Primizie", em um ato, com libreto de Heitor Malagutti, que estreou em 1904, no Rio de Janeiro, tendo sido novamente encenada em 1921, no Teatro Municipal. Em 1916, em razão de seus relacionamentos políticos e com grande resistência interna ao seu nome, assumiu a direção do Instituto Nacional de Música em substituição ao compositor Alberto Nepomuceno, cargo que exerceu até aposentar-se em 1922. Em sua gestão, foi terminada a construção do prédio da Rua do Passeio, tendo sido inaugurado em 1922. Faleceu no Rio de janeiro no dia 1º de abril de 1927.

 

Alfredo FERTIN DE VASCONCELLOS (gestão 1923-1930)

 

fertindevasconcellozNasceu em 1862. Foi professor de piano do Conservatório de Música e manteve-se na função quando o mesmo se transformou em Instituto Nacional de Música, sendo nomeado em 30 de março de 1903. Em 07 de fevereiro de 1923 foi indicado diretor interino e em 26 de maio de 1925 assumiu a direção do INM, permanecendo até 1930.

Durante sua gestão foi criada a Orquestra Sinfônica do Instituto Nacional de Música. Desenvolveu também intensa atividade editorial, tendo fundado o periódico Gazeta Musical e as editoras Fertin de Vasconcellos & Cia e a Fertin de Vasconcellos & Morand, com as quais publicou a coleção Terpsicore e música de salão. Faleceu em 1934.

 

Luciano GALLET (gestão 1930-1931)

 

lucianogalletNasceu no Rio de Janeiro em 28 de junho de 1893. Começou sua atividade musical como pianista de orquestras de salão. Em 1913 foi aprovado para entrar como aluno do Instituto Nacional de Música, onde estudou piano com Henrique Oswald e harmonia com Agnelo França. Fundou a Sociedade Glauco Velásquez, e se tornou o principal divulgador da música deste compositor. Em 1917 tornou-se aluno de Darius Milhaud, compositor francês que passou um período no Brasil. Na década de 1920 tomou contato com o movimento modernista brasileiro, o que o levou a iniciar estudos de folclore. Tornou-se também um dos músicos mais atuantes, liderando movimentos em favor da melhoria da atividade musical no Brasil. Fundou e dirigiu, em 1928, a Revista Weco. Também fundou a Associação Brasileira de Música em 1930. No mesmo ano foi nomeado diretor do Instituto Nacional de Música, quando apresentou, junto com Sá Pereira e Mário de Andrade, proposta de reforma curricular. A maneira como a reforma foi elaborada, sem a participação do corpo docente do INM, gerou conflitos com os professores e levou à renúncia de Gallet, que faleceu no ano seguinte, em 29 de outubro de 1931. É autor dos trabalhos “O índio na música brasileira” e “O negro na música brasileira”, de 1928. Outros trabalhos escritos foram publicados postumamente por Mário de Andrade sob o título de Estudos de Folclore (1934). Entre suas principais obras estão a Suíte Turuna (1926), a Suíte sobre temas negros brasileiros (1929), os cinco cadernos com as Canções Populares Brasileiras (1924-1926) e a Suíte “Nhô Chico” para piano (1927).

 

Guilherme FONTAINHA (gestão 1931-1937)

 

guilhermefontainhaNasceu em Juiz de Fora (MG) em 25 de junho de 1887. Estudou piano no Instituto Nacional de Música. Transferiu-se para a Europa onde aperfeiçoou-se em Berlim e Paris. Apresentou-se em recitais em Berlim, Turim e Lisboa antes de retornar ao Brasil. Em 1916 foi residir em Porto Alegre, onde dirigiu o Conservatório de Música e fundou a Sociedade de Cultura Artística. No Rio Grande do Sul fundou conservatórios em diferentes municípios como Pelotas, Rio Grande e Bagé. Retornou ao Rio de Janeiro, onde tornou-se professor do Instituto Nacional de Música e, em 1931, foi nomeado seu diretor. Entre suas ações encontra-se a criação da Revista Brasileira de Música, primeiro periódico de musicologia do país. Escreveu e publicou “O Ensino do piano” (1956) e “A criança e o piano” (1968). Faleceu no Rio de Janeiro em 1970.

 

Antônio de SÁ PEREIRA (gestão 1938-1946)

 

antoniodesapereiraNasceu em Salvador, Bahia, em 1888. Aos 12 anos viajou com a família para a Europa, residindo e estudando em diferentes países. Foi aluno de Motte Lacroix na Schola Cantorum de Paris, de H. Lang em Berlim e de Èmile Blanchet em Lausanne (Suiça). Retornou ao Brasil em 1918 e se estabeleceu em Pelotas (RS), onde fundou e dirigiu o Conservatório de Música da cidade. Na década seguinte se estabeleceu em São Paulo tendo como aluno, entre outros, o compositor Camargo Guarnieri. Criou e dirigiu a revista Ariel dedicada à música. Em 1931, por indicação de Mário de Andrade, foi convidado por Luciano Gallet para fazer parte da comissão que elaborou a reforma curricular do Instituto Nacional de Música. Passou a viver no Rio de Janeiro e em 1932 inaugurou como interino a cadeira de Pedagogia Musical do INM. Em 1933 viajou para a Europa como representante do INM para participar do I Congresso Internacional de Música de Praga e estudar os métodos de Jacques-Dalcroze em Genebra (Suíça). Em 1938 tornou-se catedrático da Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil. No mesmo ano foi nomeado diretor com mandato até 1946. Publicou diversos livros didáticos como “Ensino Moderno do Piano” (1933), “O pedal na técnica do piano” (s/d) e “Psicotécnica do ensino elementar da música” (1937). Foi membro da International Society for Music Education. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Música. Faleceu no Rio de Janeiro em 1966.

 

Joanídia SODRÉ (gestão 1946-1967)

 

joanidiaNasceu em Porto Alegre (RS) em 22 de dezembro de 1903. Com quatro anos sua família se mudou para o Rio de Janeiro. Estudou piano com Alberto Nepomuceno e no Instituto Nacional de Música, onde foi aluna de Henrique Oswald, Agnello França e Francisco Braga. Aos 22 anos tornou-se catedrática de harmonia do INM. Em 1927 recebeu um prêmio de viagem à Alemanha onde estudou na Escola Superior de Música de Berlim. Retornou ao Brasil e fundou a Orquestra da Juventude. Foi uma das primeiras maestrinas brasileiras tendo dirigido a Orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos. Tornou-se diretora da Escola Nacional de Música em 1946 e se manteve no cargo por mais de vinte anos. Foi também vice-reitora da Universidade do Brasil e reitora interina por quase um ano. Como compositora escreveu algumas poucas obras, entre elas a ópera “Casa Forte”, um trio e dois quartetos. Faleceu no Rio de Janeiro em 1975.

 

Yolanda FERREIRA (gestão 1967-1971)

 

yolandaNasceu no Rio de Janeiro. Diplomou-se no Instituto Nacional de Música como aluna de Henrique Oswald. Estudou ainda com Oscar Guanabarino. Tornou-se catedrática de piano da Escola Nacional de Música em 1949. Apresentou-se diversas vezes como solistas de orquestra interpretando dois concertos no mesmo programa. Formou duo com o pianista Heitor Alimonda. Foi nomeada diretora da Escola de Música da UFRJ em 1967. Durante sua gestão foram adquiridos mais de vinte pianos Stenways que hoje se encontram em salas de aulas e de concertos. Faleceu em 13 de abril de 1980.

 

João BAPTISTA SIQUEIRA (gestão 1971-1975)

 

baptistasiqueiraNasceu na cidade de Princesa Isabel, na Paraíba, em 08 de julho de 1906. É irmão do compositor José Siqueira. Após viagens a Pernambuco e Ceará transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1928 onde fez parte da Banda do 1o Regimento de Infantaria da Vila Militar. Em 1929 ingressou no INM onde estudou com Paulo Silva, Francisco Braga e Francisco Mignone. Em 1938 foi indicado assistente da cadeira de harmonia elementar do INM e em 1954 foi nomeado como professor de harmonia e análise. Exerceu a função de crítico musical no jornal “A coluna”. Foi diretor da Escola de Música entre 1971 e 1975 e deixou vários livros publicados destacando-se: “Lundum X Lundu”, “Ernesto Nazareth na música brasileira”, “Do Conservatório à Escola de Música”, “Três vultos históricos”, sobre os compositores Henrique Alves de Mesquita, Anacleto de Medeiros e Antônio da Silva Callado, e “Os Cariris do Nordeste” (1978). Como compositor deixou como obras principais: os poemas sinfônicos Guriatã, executado em 1943 pela Orquestra Sinfônica Brasileira, Jandaia (1947) e Boiúna (1948) e o bailado Muiraquitãs, apresentado em 1944. Faleceu em 05 de novembro de 1992.

 

Maria Luiza PRIOLLI (gestão 1976-1980)

 

prioliNasceu no Rio de Janeiro em 24 de maio de 1915. Estudou no Instituto Nacional de Música e no Trinity College of Music, na Inglaterra. Em 1937 tornou-se livre-docente e mais tarde, em 1946, catedrática da mesma disciplina. Publicou “Solfejos melódicos e progressivos” (2 v., 1951) e “Princípios básicos da música para a juventude” (2v., 1953) que ainda continuam sendo publicados e utilizados. Seu catálogo de obras é limitado, destacando-se um concerto para piano, um trio e um quarteto. Faleceu em 1999.

 

Andrely Quintella DE PAOLA (gestão 1980-1985)

 

andrelyNasceu no Rio de Janeiro e formou-se com a profa. Dulce de Saules (piano), J. Otaviano (composição) e Francisco Mignone (regência) na Escola Nacional de Música. Ingressou como docente em 1967. Tornou-se professora titular e foi diretora pró-tempore entre 1980 e 1981 e diretora entre 1981 e 1985. Publicou quatro livros e diversos artigos sobre música. É autora do livro “Escola de Música da UFRJ: História e Arquitetura” escrito no ano em que a instituição completou 150 anos de existência. Faleceu em 2003.

 

Diva Teixeira Mendes ABALADA (gestão 1985-1989)

 

divamendesDiva Abalada nasceu em 08 de setembro de 1934. Diplomou-se em Piano (1953) e Canto (1966) na Escola Nacional de Música. No Conservatório Nacional de Canto Orfeônico terminou o curso de especialização em canto orfeônico, sob a orientação de Heitor Villa-Lobos. Concluiu ainda os cursos de Letras Clássicas (1957) pela PUC do Rio de Janeiro, Ciências Jurídicas e Sociais (1962) e Fonoaudiologia (1973) pela UFRJ. Ingressou como docente da Escola de Música da UFRJ em 1975. Foi diretora adjunta na gestão da professora Andrely Quintella de Paola e membro do Conselho Universitário. Em 1986 foi nomeada diretora após a realização da primeira consulta eleitoral. Foi fundadora e primeira presidente da ABEMUS (Associação Brasileira de Escolas de Música). Faleceu em 28 de abril de 1995.

 

 

Maria Célia MACHADO (gestão 1990-1990)

 

mariaceliaFoi nomeada diretora pró-tempore em 02 de janeiro de 1990. É autora e coordenadora dos projetos "O ensino da Harpa - uma proposta fenomenológica" e "Orquestra Brasileira de Harpas", conjunto que vem se apresentando no Brasil e em Congressos no México, Estados Unidos, Venezuela e República Tcheca. Ex-Primeira Harpa Solista na Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio, apresentou-se, igualmente em recitais, conferências e como solista de concerto no Brasil e em Caracas, com a Orquestra Sinfônica da Venezuela. Mestre em educação, recebeu prêmio de publicação de sua tese "Heitor Villa-Lobos, Tradição e Vanguarda na Música Brasileira". Membro da Sociedade Brasileira de Musicologia. Representante no Brasil da Sociedade Harpista Ludovico (Espanha). Membro do Comitê Organizador dos Encontros Latino-Americanos de Harpa e da American Harp Society (EUA). É integrante do Trio D'Ambrósio junto com a pianista Maria Helena Andrade e o violinista Aizik Geller. Seu mandato se encerrou em 29 de junho de 1990.

 

Colbert Hilgenberg BEZERRA (gestão 1990-1991)

 

golbertbezerraaNasceu em 16 de dezembro de 1933, no Paraná, onde estudou na Academia de Música de Curitiba. No Rio de Janeiro formou-se em piano, composição e regência na Escola Nacional de Música. É também bacharel em Direito. Foi professor de educação musical da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e professor titular de transposição e acompanhamento ao piano da Escola de Música da UFRJ, onde exerceu os cargos de chefe de departamento, vice-diretor e diretor, este último entre 27 de junho de 1990 e 17 de dezembro de 1991.

 

Sonia Maria VIEIRA (gestão 1992-1994)

 

sonimariaNasceu no Rio de Janeiro. Graduou-se em piano e órgão, e obteve o Mestrado em Música (piano) na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Vencedora de inúmeros concursos nacionais, o primeiro prêmio no VI Concurso Nacional de Piano do Rio, em 1965, possibilitou-lhe uma Bolsa de estudos na Escola Superior de Música de Leipzig, Alemanha, onde aperfeiçoou-se durante dois anos com o prof. Heinz Volger. Paralelamente à sua carreira de concertista, desenvolveu ainda as atividades de professora de piano, de História da Música e das Artes na Escola de Música da UFRJ, onde foi Supervisora do Setor Artístico-Cultural, Vice-Diretora e Diretora. Vários compositores, como César Guerra-Peixe, David Korenchendler, Oriano de Almeida, Maria Helena Rosas Fernandes, Murillo Santos e Ricardo Tacuchian lhe dedicaram obras para piano. Possui 27 discos gravados com música brasileira.  Realizou recitais solo no Carnegie Recital Hall e no Waldorf Astoria de New York, EUA. Foi eleita, em 1994, para a cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Música. Em julho de 1998, esteve em Aarhus, Dinamarca, como a única representante da América do Sul a participar do Congresso do International Music Council da UNESCO. Como solista, tem se apresentado nos EUA (Boston, New York, Philadelphia, Washington e Miami), América Central e do Sul (México, Costa Rica e Venezuela), Europa (Paris, Londres, Roma, Madri, Sevilha, Barcelona, Alicante, Cuenca, Guadalajara, Campo de Criptana, Almansa e Albacete) e em Israel (Tel Aviv). Como integrante do Duo Pianístico da UFRJ, apresentou-se em concertos na França (Paris), Alemanha (Halle), Suécia (Estocolmo), Espanha (Madri), Áustria (Viena), EUA (Washington e Nova York) e México (Cidade do México).

 

José Alves da SILVA (gestão 1994-1998)

 

josealvesNasceu no Rio de Janeiro. Diplomou-se em violino na Escola Nacional de Música em 1965, na classe do professor Carlos de Almeida. Foi violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira, Conselheiro da Ordem dos Músicos do Brasil e Secretário do Sindicato dos Músicos Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Na Escola de Música da UFRJ foi professor de violino, chefe do Departamento de Arcos e Cordas Dedilhadas entre 1984-1992 e diretor entre 1994 e 1998.

 

 

Therezinha SCHIAVO (gestão 1998-1999)

 

schiavoNasceu no Rio de Janeiro em 1929. Diplomou-se em Canto pela Escola Nacional de Música em 1959, onde ingressou como docente em 1963. Em 1967 obteve o título de livre-docente com a tese “A arte vocal em seus principais aspectos”. Como cantora recebeu prêmios em concursos, entre eles o 1o Prêmio no Concurso para Solista da Orquestra Sinfônica Brasileira (1958), Prêmio Medalha de Ouro da Escola Nacional de Música (1960) e 1o Prêmio no Concurso para Recitalista de Música Brasileira da Rádio Ministério da Educação (1971). Na Escola de Música da UFRJ foi chefe do Departamento Vocal, Diretora-Adjunta de Graduação e Diretora-Adjunta de Pós-Graduação (1995-1998). Na UFRJ foi membro do Conselho de Ensino de Graduação e do Conselho Universitário. Em julho de 1998 foi nomeada Diretora Pró-Tempore da Escola de Música, exercendo o mandato até julho de 1999, quando se aposentou. Recebeu o título de Professora Emérita da UFRJ em 2001.

 

João Guilherme RIPPER (gestão 1999-2003)

 

joaogilhermeripperNasceu no Rio de Janeiro em 1959. Graduou-se e cursou Mestrado em composição na Escola de Música da UFRJ, onde estudou com Henrique Morelenbaum, Ronaldo Miranda e Roberto Duarte. Cursou Doutorado na The Catholic University of América, em Washington D.C., sob orientação do violinista e compositor Helmut Braunlich (composição) e da musicóloga Emma Garmendia (música latino americana). Realizou estudos adicionais em regência orquestral com o maestro Guillermo Scarabino em Mendoza e Buenos Aires, na Argentina. Foi professor e coordenador do Curso de Música da Universidade Estácio de Sá. Desde 1988, é professor de Composição, Harmonia e Análise Musical da Escola de Música da UFRJ da qual já foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação e Diretor de 1999 a 2003. Em 2004, foi nomeado Diretor da Sala Cecília Meireles. Fundou e dirigiu a Orquestra de Câmara do Pantanal, em Mato Grosso do Sul. Suas obras têm sido tocadas nas principais salas de concerto do Brasil e exterior. Destacam-se a "Brasiliana", escrita em 1996 para conjunto de sopros, a "Abertura Concertante" a partir de uma encomenda da Orquestra Sinfônica de Akron (Ohio), as óperas "Domitila", baseada na correspondência amorosa entre D. Pedro I e a Marquesa de Santos, e "Anjo Negro", escrita sobre o texto homônimo de Nelson Rodriguesa e estreada no Centro Cultural Banco do Brasil de SP.  Também em São Paulo estreou o "Ciclo Portinari": uma série de oito canções para soprano e mezzo soprano sobre poemas do pintor. Suas obras mais recentes são: "Psalmus" (2002) para orquestra Sinfônica; "Magnificat" (2004) para solistas, coro e orquestra de câmara, escrita para os 30 anos da Camerata Antiqua de Curitiba; "Ciclo Pierrot - Seis Canções de Carnaval" (2005) sobre poemas de Manuel Bandeira, para barítono e piano; "Cervantinas" (2005) para mezzo soprano e banda sinfônica, encomendada pela Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 2000, pela ópera "Domitila". É membro da Academia Brasileira de Música, onde ocupa a cadeira número 30, cujo patrono é Alberto Nepomuceno.



Harlei ELBERT (gestão 2003-2007)

 

hallerhelbert

Formada pela Escola de Música da UFRJ, onde concluiu os cursos de Piano, Composição, Regência e Licenciatura em Música. É Mestre em Música com a distinção pela Escola de Música da UFRJ e Doutor em Ciências – Área de concentração: História Social – pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde teve a oportunidade de desenvolver uma pesquisa sobre a música erudita brasileira, centralizada na figura do compositor paulista Camargo Guarnieri.

Em relação  à  sua carreira pianística, foi solista em diversas Temporadas Oficiais, atuando com orquestras e bandas sinfônicas. Participou de homenagens a compositores brasileiros e de gravações na Rádio MEC e no disco "Edição Especial 140 anos da Escola de Música da UFRJ". Vem se destacando também como compositora tendo participado do I Festival Internacional de Compositoras com obra " Romaria" para cordas, publicada pela Editora Brazilian Music Enterprises (EUA), retratando o poema de Carlos Drumond de Andrade.

Possui várias publicações, entre elas um artigo na série didática "Cadernos de Estudos: Análise Musical 8/9", editada em São Paulo pela Atravez. Na Escola de Música da UFRJ foi chefe do departamento de composição, coordenadora do programa de pós-graduação e diretora da unidade entre 2003 e 2007. (veja aqui currículo completo)
 
Banner
Produção artística Séries Temáticas Conjuntos estáveis Espaços culturais Biblioteca Museu Laboratórios Publicações e CDs EM na Imprensa Sites de Música Galeria de Imagens Registro Autoral

Powered by JoomlaGadgets

© 2010-2017 Escola de Música - UFRJ
Site desenvolvido pelo Setor de Comunicação da EM/UFRJ
TOPO