| UFRJ apresenta “Così fan tutte”, ópera de Mozart |
|
|
|
| Escrito por Maria Celina Machado | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Qua, 04 de Julho de 2012 22:59 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Encenada em duas versões, clássica e contemporânea - o que, mesmo em montagens internacionais, é acontecimento raro - “Così fan tutte” (Assim fazem todas), de Wolfgang Amadeus Mozart, estreia amanhã, dia 05 de julho, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música (EM). Com direção musical e regência de André Cardoso e concepção e coordenação cênica de André Heller-Lopes, o espetáculo conta com 12 solistas, coro e a Orquestra Sinfônica da Universidade. O projeto, bem sucedido ao reunir as áreas de ensino, pesquisa e extensão, congrega estudantes, docentes e técnico-administrativos também das Escolas de Belas Artes (cenários, figurinos, caracterização e projeção de imagens) e Comunicação (direção teatral e iluminação cênica), além de outros convidados.
Dupla oportunidade
Criado em 1994, o “Ópera na UFRJ” já teve André Heller no elenco de alunos. O hoje professor da EM, onde cursou Graduação e Mestrado, doutor pelo King’s College, de Londres, com vários trabalhos premiados, adianta que há muito tempo queria propor a discussão sobre o que é ou não “contemporâneo”. Com um cenário branco - “como um tela”, onde haverá projeção de imagens” -, e um figurino bem colorido, o debate foi lançado pelos docentes das três unidades. Daniel Salgado da Luz, que cursa Filosofia; Lívia Ataíde e Luiza Rangel - discentes de Direção Teatral na ECO - são os assistentes de direção:
- A proposta parte do que é “atemporal”. Há, por exemplo, toda uma movimentação dos cantores que interpretam os dois casais, que é muito simétrica, como a própria música. A princípio, isso pareceria mais adequado à versão do século XVIII. Mas é perfeitamente plausível também na cena moderna. E, nesse desenho, cada personagem mostra sua singularidade - adianta Daniel.
- A ideia foi partir de uma mesma geografia, dar uma roupagem que se diferencia não apenas no figurino, mas nos gestos, no comportamento. O que de fato mudou no pensamento, na maneira de agir de numa época a outra? - pergunta Lívia.
- O que mais me deixa feliz de enxergar é que esta obra de Mozart revela a humanidade que existe quando se fala de sentimento. A gente pode se transformar - garante Luiza.
- A história é particularmente interessante e ambígua e a montagem está muito interessante. Quando você pensa que já conhece bem, há sempre mais para aprender - frisa Daniel.
- Cada personagem tem suas qualidades e defeitos, não é uma obra maniqueísta. Há sutilezas psicológicas - assinala Luiza.
- É uma oportunidade bacana assistir à montagem clássica e depois vê-la numa roupagem moderna. Cada um pode fazer sua interpretação - convida Lívia.
Temporada e patrocínios Cantada em italiano e com legendas em português, “Così fan tutte” mantém a itinerância que foi sucesso no ano passado. Serão quatro espetáculos na Escola de Música (Rua do Passeio 98, Centro), seguidos da apresentação no dia 10, no auditório do Centro de Tecnologia, na Cidade Universitária. Em seguida, será a vez de Niterói, Petrópolis e Campos dos Goytacazes. Viabilizada pela FAPERJ, com o edital de Apoio à Produção e Divulgação das Artes no Estado do Rio de Janeiro e patrocinada também pela Reitoria e Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento da UFRJ, a montagem tem entrada franca.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Última atualização em Dom, 08 de Julho de 2012 13:27 |
| Nacionais |
| Internacionais |
| Partituras e Instrumentos de Pesquisa |