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A ópera Così fan tutte (Assim fazem todas), do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, uma das 12 mais encenadas no mundo, foi a escolhida para a temporada 2012 do projeto Ópera na UFRJ. A estreia será dia 05 de julho, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música UFRJ, e a entrada é franca. Com direção musical e regência de André Cardoso e concepção e coordenação cênica de André Heller-Lopes, o espetáculo, em duas versões - clássica e contemporânea -, contará com a participação de 12 solistas, coro e orquestra sinfônica da UFRJ (OSUFRJ). Ao todo são mais de 130 integrantes, entre cantores, instrumentistas, artistas plásticos, atores, coreógrafos, iluminadores e produtores, sendo que a montagem reunirá estudantes, técnico-administrativos e docentes de três unidades. Figurino, cenário e projeção cênica estão a cargo da Belas Artes (EBA) e os assistentes de direção são alunos da Comunicação (ECO).
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Fotos: Ana Liao e André Garcez
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Acima, a direção da montagem. Da esq. para a dir., Lívia Ataíde, Daniel Salgado, André Heller-Lopes, André Cardoso e Luiza Rangel. Ao centro, os solistas da versão clássica da ópera e, Abaixo, os da contemporânea.
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Calendário das récitas
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05 de julho, 19h, Salão Leopoldo Miguez, versão clássica |
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06 de julho, 19h, Salão Leopoldo Miguez, versão contemporânea |
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07 de julho, 16h, Salão Leopoldo Miguez, versão clássica |
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08 de julho, 16h, Salão Leopoldo Miguez, versão contemporânea |
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10 de julho, 12h, Auditório do CT, Fundão, versão contemporânea |
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12 de julho, 20h, Teatro Municipal de Niterói, versão clássica |
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14 de julho, 19h, Theatro D. Pedro, Petrópolis, versão clássica |
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19 de julho, 19h, Teatro Municipal Trianon, Campos dos Goytacazes, versão contemporânea |
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A ópera, para mim, vem antes de tudo o mais – W. A. Mozart
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Cantada em italiano e com legendas em português, a ópera fica até 08 de julho na Escola de Música. Dia 10 o espetáculo oferece uma récita no Auditório Horta Barbosa do Centro de Tecnologia, na Cidade Universitária, Ilha do Fundão, e depois segue em temporada itinerante, com apresentações nos Teatros Municipais de Niterói, Petrópolis e Campos dos Goytacazes, facilitando o acesso da população fluminense a um gênero musical que tem despertado cada vez mais interesse.
A obra
“A ópera, para mim, vem antes de tudo o mais”, escreveu Mozart em carta ao pai, Leopold. Datada de 17 de agosto de 1782, a confissão de amor pelo gênero é ainda mais significativa porque o compositor austríaco revolucionou praticamente todos os campos da criação musical e não se ateve, como Verdi e Wagner, por exemplo, apenas a um deles. Para muitos o mais prodigioso músico de todos os tempos, Mozart criou, nos seus 35 anos de vida, obras-primas em uma variedade impressionante de estilos. No entanto, talvez seja na ópera que mais se revela toda a dimensão do gênio de Mozart, que compôs vinte e duas obras do gênero, entre elas A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e Così fan tutte, as três últimas em colaboração com o libretista Lorenzo da Ponte.
Così fan tutte é uma das melhores óperas bufas e permite que o compoistor traduza musicalmente as contradições amorosas da alma humana. O argumento foi sugerido pelo imperador austríaco José II, para quem Mozart trabalhava, e o libreto originalmente destinado a Antonio Salieri, que acabou abdicando do projeto. É uma história sobre a infidelidade feminina, na qual dois jovens oficiais, Ferrando e Guglielmo, apostam com o seu velho amigo Don Alfonso que as suas noivas - as irmãs Fiordiligi e Dorabella - nunca os trairiam. Assim combinam uma encenação. Com a ajuda da criada Despina, são acolhidos na casa das duas irmãs disfarçados de albaneses. Cada um acaba por conquistar a noiva do outro, e quando estão prestes a concretizar um casamento falso, Don Alfonso confirma que assim fazem todas, a trama é desmascarada e os pares originais aparentemente se reconciliam.
A obra subiu à cena primeira vez em Viena em 26 de janeiro de 1789, véspera do aniversário do compositor. O palco, o Burgtheater (Teatro Nacional Austríaco), já havia estreado duas outras óperas de Mozart: O rapto do serralho (1781) e As bodas de fígaro (1786). A temporada foi, entretanto, interrompida logo a seguir por causa da morte repentina de José II.
Como as demais criações de Da Ponte, a trama é marcada pela ousadia e sugere que as mulheres podem ser tão volúveis quanto os homens, daí o desconforto que provocou ao longo do tempo. Para os olhos puritanos do séc. XIX pareciam aceitáveis homens libertinos como Don Giovanni, mas não as mulheres licenciosas que a ópera põe em cena. O enredo foi durante muito tempo considerado decadente, imoral e indigno de Mozart. Entretanto, a partir de meados do século passado, a obra vem ganhando novas leituras, sendo objeto de sucessivas montagens e atraindo cada vez mais a atenção do público. Um interesse renovado que talvez tenha muito a dizer sobre a nossa época, o que a montagem em duas versões, uma clássica e outra contemporânea, sugere.
Ópera na UFRJ
É um dos mais bem sucedidos projetos de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Criado em 1994, congrega estudantes, docentes e técnicos da Escola de Música e da Orquestra Sinfônica da UFRJ, da Escola de Belas Artes (cenários, figurinos e caracterização) e da Escola de Comunicação (direção teatral e iluminação cênica). A edição deste ano conta com patrocínio da FAPERJ, através do Edital de Apoio à Produção e Divulgação de Artes, e com recursos complementares possibilitados pela reitoria e pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento da UFRJ.
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Ficha Técnica do Espetáculo
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Feliz o homem que toma
as coisas pelo lado bom,
e sabe guiar-se pela razão
em todos os acontecimentos e casos.
Aquilo que costuma fazer chorar os outros
será para ele motivo de riso,
e encontrará a doce calma
no meio dos torvelinhos do mundo.
(Do tutti final)
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DIREÇÃO MUSICAL E REGÊNCIA
André Cardoso
Assistente: Edvan Moraes
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO CÊNICA
André Heller-Lopes
DIREÇÃO CÊNICA
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Daniel Salgado da Luz (versão clássica)
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Lívia Ataide (versão contemporânea)
Luiza Rangel (versão contemporânea)
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SOLISTAS (VERSÃO CLÁSSICA)
FIORDILIGI: Manuela dos Santos / Michele Menezes
DORABELLA: Lara Cavalcanti
DESPINA: Daruã Góes
FERRANDO: Wladimir Cabanas
GUGLIELMO: Patrick de Oliveira
DON ALFONSO: Murilo Neves
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SOLISTAS (VERSÃO CONTEMPORÃNEA)
FIORDILIGI: Michele Menezes
DORABELLA: Sophia de Otero
DESPINA: Dafne Boms
FERRANDO: Daniel Marinho
GUGLIELMO: Fernando Lourenço
DON ALFONSO: Flavio Lauria
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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Murilo Neves
PREPARAÇÃO VOCAL
Homero Velho
PREPARAÇÃO DO CORO
Maria José Chevitarese
Assistente: Cyrano Moreno Sales
CORO
Sopranos: Beatriz Pamplona Simões, Isabela Vieira Rocha Marinho, Rafaela Vieira Fernandes, Tatiana Nogueira Carlos
Contraltos: Carla Angélica Gomes Antunes, Isabela Cristina de Freitas Campos, Rosely de Azevedo, Tayane Pereira da Silva Souza
Tenores: André Luiz de Souza Cantanhede, Eliseu Batista, Roberto Monteiro da Silva Salles, Robson da Silva Lemos
Baixos: Cyrano Moreno Sales, Gabriel Giacomini Moura, Gilmar Garantizado, João Penchel
ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ
Direção Artística: André Cardoso e Ernani Aguiar
Cravo: Clara Albuquerque
Violinos I: Felipe Prazeres, Ayslany Souza Ramos, Fábio Peixoto, Nataly Souza Lopez, Flávia de Castro, Luiz Henrique Moreira Lima, Angélica Alves, Pedro da Silva Ramiro, Talita Vieira, Clara Lucia dos Santos, André Bukovitz, Monique Cabral da Ponte, Ricardo Coimbra
Violinos II: Andreia Carizzi, Ranan Reis Jabour Antonini, Mauro Rufino, Leonardo da Silva Pinto, Inah Kurrels Penna, Arthur de Andrade Pontes, Sonia Katz, Marcos Vinícius da Silva Graça, Her Agapito, Josué R. Guimarães, Marcos Rodrigues, Paulo Gabriel Gonçalves, Marília Aguiar
Violas: Rúbia Siqueira, Ivan Zandonade, Cecília Mendes, Thaís Mendes, Francisco Pestana, Helena Pereira
Violoncelos: Mateus Cecatto, Gretel Paganini, Ricardo Santoro, João Bustamante, Paulo Santoro, Diogo Moura de Souza, Marzia Miglietta
Contrabaixos: Saulo Bezerra, Larissa Coutrim, Rodrigo Favaro, Voila Marques
Flautas: Felipe Leal Marateo, Romulo José Barbosa da Silva, Gisele Mascarenhas, Priscila Maia Machado
Oboés: Thiago Neves, Thiago Duarte, Pierre Descaves, André Seccadio
Clarinetas: César Augusto Ribeiro, Tiago Teixeira, João William, Gabriel Peter
Fagotes: Paulo Andrade, Jeferson Souza, Mauro Ávila
Trompas: Isaque Marcelo de Almeida, Igor Yuri, Renato Seabra, Sérgio Motta
Trompetes: Nilson Coelho, Matheus Moraes, Márcio Luiz da Silva Júnior, Diogo Gomes
Tímpanos: Flora Kuri Milito, Cláudio Roberto Bonfim
Arquivo: Sérgio Di Sabbato
Correpetição: Gustavo Ballesteros, Clara Albuquerque, Daniel Sanches, Débora Valladares
Participação especial: Dília Tosta
Montador da Orquestra: Marinaldo Cruz
COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DE FIGURINO
Madson Oliveira
Desirée Bastos
FIGURINISTAS
Jhonatta Oliveira
Marcela Cantaluppi
Moara Alcântara
Assistentes de Figurino: Amanda Ramos, Livia Porch
Equipe de Figurino: Adryana Diniz, Aline Lima, Aline Miranda, Aline Nogueira, Amanda Cintra, Ana Carolina Ribeiro, Ana Paula Duyer, Bianca Lessa, Camila Zambelli, Cássia Lima, Dafne de Souza, Daniele Gabriel Cristina, Dayane Porto, Estéfany Rocha, Gabrielle Moffati, Helen Righi, Isabel Lima, Lenes Alvez, Marcela Diniz, Mariana Meirelles, Martina Guenther, Matheus Costa, Rafaely Victer, Raíra Yammê, Renan Garcia, Tamires Reis, Vanessa Araújo, Vanessa Gonçalves
COORDENAÇÃO E ORIENTAÇÃO DE CENOGRAFIA
Andréa Renck
CENÓGRAFOS
Vanessa Alves
Vinicius Lugon
Assistentes de Cenografia: Amanda Rabelo, Hanna Monteiro, Jéssica Trindade, Leandro Rodrigues, Rafael Gonçalves, Rebeca Banus
Confecção de Maquete: Vanessa Alves e Rafael Gonçalves
Confecção de Cenário: Humberto Silva e Equipe
Cenotécnico: Adalberto de Almeida
COORDENAÇÃO DE PROJEÇÃO DE IMAGEM EM CENÁRIO
Angélica de Carvalho
CONCEPÇÃO E EXECUÇÃO
Mayara Zavoli
Olívia Matni
PROJETO DE LUZ
José Geraldo Furtado
Técnico de Luz: Ricardo Viana
Operadores de Luz: SUAT (Serviço Universitário de Apoio Teatral) / Coordenação: José Henrique Moreira
PRODUÇÃO
Coordenação geral: José Mauro Albino
Coordenação de compras: André Garcez
PROJETO GRÁFICO
Anna Carolina Bayer
FOTOGRAFIA
Ana Liao
SETOR ARTÍSTICO EM/UFRJ
Direção: João Vidal
Equipe: Francisca Marques, Paula Buscácio, Rafael Reigoto, Rosimaldo Martins
SETOR DE COMUNICAÇÃO EM/UFRJ
Celina Machado, Francisco Conte
ASSESSORIA DE IMPRENSA/GABINETE DO REITOR
Jean Souza
COORDCOM/UFRJ
Ricardo Pereira, Fabrícia Medeiros, Selene Ferreira, Vinicius Lyra
SETOR FINANCEIRO
Leonardo Vieira
ADMINISTRAÇÃO
Fátima, Marcos Tenório Guimarães
AGRADECIMENTOS
FAPERJ, Carlos Antonio Levi (Reitor), Marcelo Land (Chefe de Gabinete), Carlos Rangel (Pró-reitor/PR3), Roberto Gambine (Pró-reitor/PR4), Regina Célia Loureiro (Superintendente/PR3), Agnaldo Fernandes (Superintendente/PR4), Ivan Carmo (Prefeito), Paulo Mario Ripper (Vice-prefeito), Enio Kaippert (Subprefeito/PV), Ivan Hidalgo (Sec. do Consuni), Flora de Paoli Faria (Decana/CLA), Walter Suemitsu (Decano/CT), Marcelo Cantizano (Superintendente/CLA), Waldir de Mendonça Pinto (Superintendente/CT), Carlos Terra (Diretor/EBA), Afonso Oliveira (Dir. de Graduação/EM), Danusia Torres dos Santos (Dir. de Cultura e Extensão/FL), Maria Lizete (Chefe Depto, de Neolatinas/FL), Claudia Martins (Depto, de Neolatinas/FL), Sonia Reis (Depto, de Neolatinas/FL), Andrea Lombardi (Depto, de Neolatinas/FL), Eduardo Monteiro (EM), Dília Tosta (EM), José Henrique Moreira (Dir. Teatral/ECO), Alice Marques da Costa (Sec. CLA), Isabel Cristina (FCC), Maria Dias (FCC), Maria do Socorro (Casa da Ciência), Fernando Pedro (Casa da Ciência), Luiz Ricardo Queiroz (CLAC/FL), Rosa Porch (Gab. do Reitor), Darcy Mathiles (CLA), Rosana Torres (Decania/CT), Edson Pereira (CT), Joaci Marques Pereira (CT), Comunicação/Sintufrj, Comunicação/Adufrj, Tecman.
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