171 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

EM inaugura Sala Cleofe Person de Mattos

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Aluna diplomada em composição e regência, professora especializada em “música e canto orfeônico” da então Universidade do Brasil, hoje UFRJ, reconhecida como a mais importante pesquisadora e responsável por reunir a obra do Padre José Maurício Nunes Garcia, Cleofe Person de Mattos (1913-2002) terá agora uma Sala para abrigar sua Coleção, na Biblioteca Alberto Nepomuceno (BAN). São documentos, discos, fotografias, diários de aulas, originais dos livros que ela escreveu – como o Catálogo Temático das Obras e a Biografia do maior compositor do período colonial brasileiro e aquele que mereceu sua maior atenção como estudiosa.

 

Foto: Renan Salotto
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Astrid Person com estudo do ex-aluno de Cleofe, Ernani Aguiar, sobre os Hinos do Padre José Maurício

O “precioso” material foi doado à Escola de Música pela família de Cleofe, “já digitalizado, organizado em CD, website e higienizado, identificado e acondicionado em pastas com papel alcalino, numeradas de 1 a 419” – trabalho que resultou de projeto apoiado pela Petrobras, informa Dolores Brandão, chefe da BAN. Com a inauguração do espaço, em 12 de dezembro, às 18h30m, tudo estará “oficialmente” na Escola. “A partir daí, será tratado tecnicamente, processado e inserido na Base de Dados Minerva para consulta online, permitindo assim o acesso aos usuários em qualquer parte do mundo”, explica, completando que não se tratará apenas da referência, mas do conteúdo, “como deve ser numa biblioteca digital”.

 

Sobrinha de Cleofe, Astrid Person começou a organizar os documentos em 2002: “Não tinha noção do que iria encontrar, naquele turbilhão de papéis, anotações, manuscritos e livros, alocados nos mais diversos espaços do apartamento”, diz, se referindo à residência da professora, no Largo da Glória, no Rio de Janeiro. “Também não sabia onde iria chegar”, conta a assessora da Justiça Federal, que foi movida pelo carinho. Mas “tinha certeza de que era preciso perseguir com o trabalho iniciado pela tia Ruth e encontrar um lugar para aqueles documentos, de maneira que outras pessoas pudessem neles trabalhar, dando continuidade às pesquisas”. Essa etapa contou com a presença da mãe de Astrid, Nelly Person de Mattos Villas Bôas, e de Mercedes Reis Pequeno, “amiga de sempre, recordando e identificando momentos e pessoas”, acrescenta.

 

A solução encontrada pela EM, que “acolheu” e destinou uma Sala para a Coleção, foi considerada perfeita pela família. Antes disso – por “iniciativa do mauriciano Antonio Campos Monteiro Neto” e assumido pela equipe integrada por André Guerra Cota e Marcelo Hazan, e coordenada por Denise Munhoz –, foi realizado o projeto que recebeu o nome de Acervo Cleofe Person de Mattos (www.acpm.com.br) e que a sobrinha define como “incrível”. Empolgada com a etapa que se inicia, Astrid lembra também que a tia foi amiga de Mignone, aluna de Villa-Lobos, Francisco Braga, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo, atuou muito como regente e fundou a Associação de Canto Coral do Rio de Janeiro. Além disso, em suas andanças pelo Brasil e no exterior, fazia questão de guardar programas de concertos, deixar “todos os rastros” das suas consultas a fontes primárias, e “anotar tudo em cadernos” que agora farão parte de uma história, em breve, “à disposição de todos”, comemora.

Correspondência

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